A onça… pintada
November 17th, 2009Diálogo:
Diálogo:
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Lívia: ggrrraaauuuurrrr
Mamãe: nossa, é uma leoa?
L: nao, uma onça. Ggrraauurr
M: uau. Uma onça pintada?
L: sim … de rosa. Ggrraauurr
hehehehe.. Figura
Diálogo:
Diálogo:
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Lívia: ggrrraaauuuurrrr
Mamãe: nossa, é uma leoa?
L: nao, uma onça. Ggrraauurr
M: uau. Uma onça pintada?
L: sim … de rosa. Ggrraauurr
hehehehe.. Figura
Com a Nara sempre discutimos até qual ponto ceder em pedido dos pequenos, sobretudo, no que diz respeito a presentes, coisas e/ou atividades que envolvam $$. Já lemos e ouvimos que é fundamental saber falar “não” e aproveitar o momento para explicar que o dinheiro não cai do céu e etc. Isso tudo no planejamento sempre foi muito claro e límpido. No planejamento… é fácil.
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Neste fim de semana fomos “passear” ao shopping. Verdade mesmo, fomos passear. Como nunca vamos, acaba tornando-se um evento quando ocorre. E fomos lá a uma dessas mega lojas de brinquedos. Passados 30 minutos, surge o primeiro e único pedido : a Lívia quer levar um bichinho de pelúcia – personagem simpático e charmoso da Era do Gelo – uma esquilinha. A Lívia grudou de tal forma que parecia que já era dela. Claro, não era barato.
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Momento de pôr em prática o que havíamos conversado tantas vezes. Ao mesmo tempo que discursávamos, eu tentava me lembrar da última vez que a Lívia havia pedido alguma coisa. Pensava que, apesar de caro, não era uma fortuna. Pensava no fato de ela ser tão obediente e boazinha. Pensava que quase não demos presentes para ela, uma vez que, por ser a primeira filha, ganhou um monte de coisas da família – o que não ocorreu com tanta freqüência com o coitado do Danny, tanto que estávamos lá para comprar um presente para ele. Enfim, motivos e justificativas lógicas não faltavam. Mas o marco decisório foi, naturalmente, emotivo. Após todo o discurso, acabamos oferecendo outro brinquedo bem mais simples em troca. O que fez o coração do papai sangrar foi que ela aceitou… aceitou com um olhar resignado. Aceitou porque estávamos oferecendo e ela confia nos pais. Aceitou simplesmente porque é um anjo. Teria sido muito mais fácil se ela tivesse feito birra… mas, não. Ela simplesmente aceitou.
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Com o sentimento de injustiça transbordando pelo poros, cedi. Assumo, abri o bico. Não agüentei aquela carga de emoção. Aquilo estava me corroendo. Percebi que somos preparados a lidar com a teimosia, com a “mal criação” e até com a indiferença. Mas não somos preparados para contrariar a bondade. Pode ter sido uma manipulação? Quem sabe. Só pelo fato de ser sido tão bem feita, já merecia o prêmio. Por fim, obviamente em concordância com a Nara, por última vez e torcendo desesperadamente para que aceitasse o maior, perguntei qual dos dois ela realmente queria levar para casa. Que poderia escolher abertamente. Seu rosto se iluminou. Daqueles olhinhos brilhantes de jabuticaba e o sorriso sincero que minha alma estava sedenta. Hoje, a esquila faz parte dos sonhos, dos passeios de triciclo e idas à escola da pequerrucha.
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Quanto ao Danny boy, ganhou um boneco incrementado do Falcon, que mereceu apenas uma rápida olhadela. Nada substitui uma boa e redonda “bola” para esse rapaz sapeca.
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Presenciei uma cena muito bacana. O Danny, em um momento de coragem, foi andando até o outro extremo da piscina. Como sempre, a ida é sempre mais fácil que a volta. Em um dado momento, empacou. Não ia pra frente e nem pra trás. Ficou lá, murmurando, reclamando, choramingando. Passados bons 5 minutos, o papai aqui ficou com peso na consciência, mas que não foi maior que a preguiça e teve a ótima idéia de sugerir à Lívia que o salvasse. E não é que a pequena foi lá com a maior boa vontade? Figuras. Pegou a mão do Danny e o trouxe, ambos desengonçados, aos trancos e barrancos, voltaram. Assim que se sentiu seguro, o bicho de goiaba não hesitou… espontaneamente, deu o maior abraço na Lívia. Dois, três abraços na pequena. Estava claramente agradecendo por ter salvado a vida dele. Muito, muito bacana mesmo. Esses dois me enchem de orgulho.
| De OUT_09 |
Hola hijos, hoy dia pretendia visitar mis nietecitos, suerte que llamé a Nara antes de ir y quedé sabiendo que Lívia iria a casa de una amiguita a almorzar y compartir, excelente!!!, pero me dió una saudaaade…, de cuando Uds. eran pequeños y yo hacia lo mismo con otras mamás del predio, las imágenes vinieron a borbotones a mi mente, era tan, tan rico!!!! dan ganas de volver en el tiempo para vivenciar nuevamente esos momentos, juguetes desparramados, risas, cositas ricas para comer……, son los recuerdos lindos que me han quedado de esa etapa de mi vida, gracias hijos por proporcionarme esas alegrias, por eso disfruten; disfruten mucho!!!…
Una mamá con saudades de cuando eran pequeños, pero feliz de verlos plenos y orgullosa por ser lo que son ahora.
Percebi que há momentos e situações em que nos tornamos mais pais. Por estes dias, deixei a Lívia na escolinha e coincidentemente uma amiguinha saía da sala para ir ao banheiro. Assim que me viu, fez uma carinha alegre, um aceno e veio me dar um beijinho. Afinal, é o “papai da Lívia”. Nesse exato momento, caiu mais uma ficha de que realmente sou pai. Isso vai acontecendo aos poucos. Vai emocionando aos poucos. São situações que já passei. mas na posição de filho. É algo estranho mas ao mesmo tempo delicioso ver que “passamos o bastão” de filhos para nossos pequenos e assumimos o bastão dos nossos pais. É emocionante ver que agora esses pequenos vão passar por todos os altos e baixos, as euforias, os medos, as ansiedades e inseguranças de tudo o que vivenciam ser novo. De todas as descobertas pelas quais passamos. E nós, agora em outra posição, de orientá-los, apoiá-los incondicionalmente. Como tudo isso é gostoso.
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Sim, as amígdalas foram embora ontem. As amígdalas e a adenóide. A Lívia foi uma mocinha muito corajosa. Soube no dia anterior de que “consertaria” o narizinho para que pudesse dormir melhor, sem dificuldade para respirar e sem apnéias. Claro, a pergunta foi imediata:
Lívia : mamãe, consertar meu nariz vai doer?
Mamãe : sim, filha. vai doer um pouquinho.
Lívia : “bico de choro”
Ontem chegamos ao hospital logo cedo. Fomos até o quarto e brincamos de esconde-esconde e lobo mau… uma vez o papai era o lobo mau e outra era ela.
Logo em seguida, veio nos visitar o anestesista. Jovem e simpático, nos transmitiu muita confiança e procurou nos deixar tranqüilos detalhando todo o processo, prazos e tudo o mais que pudesse diminuir nossa ansiedade. Disse que estaria nos esperando na porta do centro cirúrgico.
Dez minutos após a visita do anestesista, veio um enfermeiro com um xaropinho de Domonide (ou algo assim). Deixou a Lívia meio lesada… e sem memória. Isso é bom para evitar qualquer trauma.
Pusemos o Mickey, seu fiel companheiro, junto na maca com ela e fomos rumo ao centro cirúrgico. Ela foi mostrando todo o hospital ao Mickey, afinal, era a primeira vez que ele entrava em um.
Chegamos às portas do centro e lá estava o anestesista. Logo que viu o Mickey, mais que depressa providenciou uma máscara de médio para o Mickey. Uau. A Lívia achou um barato. E lá foi para dentro nosso tesouro, deixado os pais com os coraçõezinhos apertados para trás.
Resumindo, tudo correu super bem. Uma hora e meia após deixá-la, já estava na sala de recuperação com a mamãe ao lado. Só podia entrar um acompanhante. Mamãe é mamãe. Mas o papai ficou espiando pela fresta da porta para ver se conseguia ver algo. Nada. Quarenta minutos depois, já estava no quarto, onde ficou até o final do dia, quando voltamos para casa.
O processo e recuperação, como em qualquer cirurgia é doloroso. Mas esses pequenos tem uma capacidade de recuperação assombrosa. Hoje de manhã ela já está tomando suas seringas de sorvete enriquecido com leite em pó. E numa boa. Dói um pouco, mas ela já está se alimentando.
E cá estamos nós, lambendo nossa cria.
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CLIQUE NA IMAGEM PARA VER FOTOS
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: : 05.mai.09
Lívia - diarréia
Dani - refriado
Nara - sem dormir
papai - dddooorrmme
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: : 08.mai.09
Lívia - ok
Dani - resfriado
Nara - sem dormir
papai - dddooorrrmmee
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: : 11.mai.09
Lívia - ok
Dany - diarréia + gripado
Nara - sem dormir nada
Papai - dorme mal
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: : 14.mai.09
Livia - ok
Dany - continua com diarréia + resfriado
Nara - sem dormir nada
papai - diarréia :P Pode?
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Há episódios no dia-a-dia que nos geram sentimentos tão bons, que registram profundo na alma. Mas, por serem coisas pequenas e corriqueiras, acabam caindo no esquecimento. Esse sentimento delicioso fica guardado e anos depois acontecem coisas que nos fazem lembrar, com saudades, daquilo que vivemos no passado. Por exemplo :
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- Dany engatinhando e tagarelando pela casa : hoje pela manhã, após eu sair do banho, ouço um rapazinho animado, fazendo todos os barulhos possíveis enquanto engatinha para lá e para cá. Nota-se que ele está se sentindo independente e feliz. Chamo a atenção dele, o pingo de gente senta-se e me procura. Assim que me acha, abre aquele sorriso delicioso e mostra a sua carinha de feliz. Esse mocinho é simpático demais. Delicioso ver, desde a nossa altura, um projetinho de gente engatinhando para lá e para cá pela casa todo feliz e tagarela. Enche a alma de alegria.
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- Lívia - idas para a escola : as idas para a escola são sempre prazerosas. Todos os dias passamos uns 20 minutos no carro e desenvolvemos as mais diversas atividades como: procurar caminhões e van escolares, acompanhar semáforos vermelhos e verdes, conversar sobre diversas coisas - momento em que aproveito para estimular atividades que temos dificuldades que faça, como por exemplo, comer pela manhã - ou, por fim, simplesmente vamos em silêncio.
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Hoje especificamente, ela estava borocoxo. Meio decaidinha, sensível, quieta. Não descobri se sentia alguma dor. Provavelmente sim, provavelmente no espírito. Fomos em silêncio todo o trajeto. Tentei puxar papo e descobrir o que ocorria, mas sem sucesso. Respeitei. Nós mesmos temos nossos momentos de depressão, porque a pequena não teria? Saímos do carro e ela não quis andar, foi no colo a metade da caminhada. Ficamos uns 10 minutos sentadinhos no parquinho, em silêncio, simplesmente, abraçados. Foi um momento de curtir colinho mútuo. De nossas almas conversarem. Depois a levei para a sala de aula, meio contrariada, mas foi. Como bom coruja, fiquei à espreita por mais uns 15 minutos acompanhando o seu comportamento. Com o “ok” da tia, de que a Lívia estava bem, o papai foi, com o coraçãozinho apertado, trabalhar.
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Esses dois pequenos nos fazem sentir o mundo muito mais intensamente do que poderíamos imaginar.
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:: Dani engatinhando : ele começou a engatinha efetivamente no final de semana que passamos no hotel fazenda (post abaixo). Em uma semana e meia o bichinho aprimorou a sua técnica e já agregou velocidade à sua vida… ah, e também alguns tombos, galos, braços torcidos, nariz amassado e etc. ;) Tivemos que colocar uma grade na entrada da cozinha e os protetores de tomada… deixamos o “bolota de leite” no chão, dá 1 minuto, o paradeiro é desconhecido. Pode?
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:: Dentuço : nem tanto, mas o nosso pequerrucho apareceu hoje com o seu primeiro dentinho.
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:: Escolinha : o nosso mocinho começou a ir para a escola. hehe… tá um doce. Se comportou e adaptou muitissimo bem. Começou a vida acadêmica do gorducho.
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:: Lívia de van : esta semana a Lívia começou a voltar de van escolar para casa. Está adorando. Antes vinha com a mamãe, mas a mesma começou a trabalha. Aí a vovó Lily assumiu a tarefa de trazê-la.. ficamos assim por uns 2 meses. Agora ela vem de van. :D A nossa mocinha está crescendo.
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:: Lívia super-hiper-comunicativa : tá mega tagarela a nossa pequena. Claro, sempre com a família e conhecidos. Com as demais pessoas que ela não tem intimidade, é a mocinha maaaaaais reservada do mundo. Uma figura.
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